sábado, 23 de outubro de 2010

Administração


Administrar é o ato de trabalhar com e através de pessoas para realizar os objetivos tanto da organização quanto de seus membros.

O objetivo do curso de administração é o uso racional dos recursos disponíveis para alcançar o objetivo organizacional.



Economia Solidária




A economia solidária surgiu como movimento social na Inglaterra, durante o século 19, como forma de resistência - por parte da população socialmente excluída - ao crescimento desenfreado do capitalismo industrial. O movimento de economia solidária tem crescido rapidamente, não apenas na Europa e no Brasil mas também outros países.
O seu crescimento no contexto brasileiro se deve a vários fatores, dentre os quais vale destacar a resistência de trabalhadoras e trabalhadores à crescente exclusão, desemprego urbano e desocupação rural. Tal resistência se manifesta primeiramente como luta pela sobrevivência, na conformação de um mercado informal crescente, onde iniciativas de economia popular tais como a atuação de camelôs, flanelinhas, vendedores ambulantes etc., normalmente de caráter individual ou familiar, vem crescendo.
Muitos consumidores ainda enxergam na economia solidária apenas um meio encontrado por produtores de baixa renda ou desempregados para sobreviver.
A economia solidária vai além da geração de renda e traz propostas de mudanças nas relações interpessoais e com o meio ambiente. Cooperação, não competição, preservação dos recursos naturais, não exploração dos trabalhadores, igualdade de poder na tomada de decisões na empresa e responsabilidade com a comunidade local onde o empreendimento está inserido são princípios que norteiam essa prática.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tecnologia Social

Tecnologia Social envolve produtos, métodos, processos e técnicas que são criadas a fim de resolver problemas sociais. Deve atender os quesitos: simplicidade, baixo custo, fácil aplicabilidade e impacto social comprovado.
Um exemplo de tecnologia social envolve o aproveitamento total do coco babaçu. O babaçu serve de fonte de renda para pelo menos 400 mil quebradeiras de coco no Brasil, segundo estimativas do Ministério do Meio Ambiente. Da folha da palmeira pode-se fazer telhado para as casas e artesanato; do caule, adubo e estrutura de construções; da casca do coco, carvão para alimentar as caldeiras da indústria; do mesocarpo, a multimistura usada na nutrição infantil; da amêndoa pode obter-se ainda o óleo, empregado na alimentação e na produção de combustível, lubrificante e sabão. Abaixo, um vídeo sobre a tecnologia de aproveitamento integral do côco babaçu, desenvolvida pelo Núcleo de Tecnologia Social da Fundação Mussambê.



Tecnologia Social - Agroindústria do Babaçu por videosmussambe no Videolog.tv.

Este texto utilizou informações do texto Aproveitamento total do babaçu, de Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS. Disponível em: http://www.rts.org.br/noticias/aproveitamento-total-do-babacu

Desenvolvimento Sustentável

O vídeo abaixo traz alguns dados e imagens da degradação ambiental que acontece todos os dias no Brasil e em todo mundo. Através dele, pode-se promover a conscientização das consequencias de ações impensadas e desastrosas ao meio ambiente e a nós mesmos. O desenvolvimento sustentável deve ser praticado para o não comprometimento das gerações atuais e futuras, pela qualidade de vida de todos e utilização racional dos recursos naturais.


Desenvolvimento Sustentável



Uma definição bem aceita de desenvolvimento sustentável surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas: “desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.”
A rede de cooperação para a sustentabilidade Catalisa, o caracteriza como “um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades.”
Então, os dois conceitos apresentados se assemelham em um aspecto: definir o desenvolvimento sustentável como aquele que satisfaz as gerações presentes e não prejudica as futuras. Porém, o segundo conceito acrescenta a idéia de um modelo que envolve além do social, a economia, a política, a cultura e o ambiente.

Desenvolvimento Econômico

Em sua obra, Oliveira (2002) discute conceitos atribuídos por alguns autores:
Sandroni (1994) define desenvolvimento econômico como crescimento econômico (incrementos positivos no produto) aliado com melhorias do nível de vida dos cidadãos e por alterações estruturais na economia. O desenvolvimento depende das características de cada país ou região; seu passado histórico, posição e extensão geográficas, condições demográficas, cultura e recursos naturais que possuem.
Milone (1998) diz que no desenvolvimento econômico deve-se observar ao longo do tempo a existência de variação positiva de crescimento econômico, medido pelos indicadores de renda, renda per capita, PIB5 e PIB per capita, de redução dos níveis de pobreza, desemprego e desigualdade e melhoria dos níveis de saúde, nutrição, educação, moradia e transporte.
Os conceitos de Sandroni (1994) e Milone (1998) aliam crescimento da economia e melhorias sociais para caracterizar o desenvolvimento econômico.
Souza (1993) defende a existência de duas correntes de pensamento econômico sobre o tema. A primeira, diz que o crescimento é sinônimo de desenvolvimento, e na segunda, crescimento é condição indispensável para o desenvolvimento, mas não é condição suficiente. Assim, o crescimento é uma variação quantitativa do produto, e o desenvolvimento é caracterizado por mudanças qualitativas no modo de vida das pessoas, nas instituições e nas estruturas produtivas.

O coneito de Desenvolvimento Organizacional


De acordo com Chiavenato (2010), desenvolvimento organizacional (DO)"é o conjunto organizado de ações focadas na aprendizagem (intencionais e propositais) em função das experiências passadas e atuais, proporcionadas pela organização, dentro de um específico período, para oferecer a oportunidade de melhoria do desempenho e/ou do crescimento humano. Inclui três áreas de atividades: treinamento, educação e desenvolvimento."
Jacobsohn, expõe a visão de diferentes autores sobre o ceonceito de DO:
Para Beckhard (1969), é um esforço planejado, o qual “abrange toda a organização, e administrado do alto, para aumentar a eficiência e a saúde da organização através de intervenções planejadas nos “procedimentos” da organização e usando os conhecimentos fornecidos pelas ciências do comportamento”.
Bennis (1972) diz que é uma “resposta à mudança, uma complexa estratégia educacional que tem por finalidade mudar crenças, atitudes, valores e a estrutura da empresa, de modo que elas possam melhor adaptar-se aos novos mercados, tecnologias e desafios e ao próprio ritmo vertiginoso da mudança.”
O primeiro autor caracteriza o DO como ações focadas na aprendizagem, enfatiza a idéia de melhoria de pessoal oferecida pela organização. O segundo,apresentado por Jacobsohn, como um esforço planejado; focaliza a melhoria na organização pela intervenção nos procedimentos através da alta administração. E o terceiro, como estratégia educacional; adaptação que conduz a melhorias e mudanças na organização.

A inserção e desenvolvimento da Autogestão no Brasil

De acordo com Tauile e Rodrigues (2004), a questão da autogestão no Brasil teve campo fértil para surgir e se difundir nos anos 1990. Trabalhadores de empresas que estavam em estado de falência (ou quase) desempregados, começaram a se associar, principalmente em cooperativas, para manter funcionando as instalações das antigas empresas. Foi o caso — inaugural —, no início dos anos 1990, dos trabalhadores da Makerli, empresa do ramo calçadista, em Franca/SP, que se organizaram para tentar salvá-la. Empresas desse tipo em todo o país, foram progressivamente se associando e surgiu em 1994, a Associação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Autogestão (Anteag), que no início desta década já contabilizava o acompanhamento de um conjunto estimado em 150 empresas, sendo a maioria cooperativas e envolvendo cerca de 30 mil trabalhadores.

Território e territorialidade seriam sinônimos?

Não. Segundo o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Barsa:
• Território: 1. Terreno mais ou menos extenso. 2. Porção da superfície terrestre pertencente a um país, estado, município, distrito, etc. 3. Jurisdição. 4. Região sob a jurisdição de uma autoridade.
• Territorialidade: 1. Condição daquilo que se acha compreendido no território de um Estado. 2. Limitação da força imperativa das leis ao território do Estado que as promulga.
Ou seja, o território é caracterizado, principalmente, como uma porção de terra, que pertença a um Estado e que possua um agente de autoridade. A territorialidade surge a partir do território, é o limite da força das leis que dominam determinado território.
De acordo com Andrade (1995) apud Bordo et al , o território “está associado à idéia de poder, de controle, quer se faça referência ao poder público, estatal, quer ao poder das grandes empresas que estendem os seus tentáculos por grandes áreas territoriais, ignorando as fronteiras políticas.”
Já a territorialidade, pode vir a ser encarada tanto como o que se encontra no território, estando sujeito à sua gestão, como, ao mesmo tempo, o processo subjetivo de conscientização da população de fazer parte de um território, de integrar-se em um Estado [...] A formação de um território dá às pessoas que nele habitam a consciência de sua participação, provocando o sentido da territorialidade que, de forma subjetiva, cria uma consciência de confraternização entre elas.

Desenvolvimento regional,sustentável, inovação e empreendedorismo


A palestrante Flávia Regina Passos nos mostrou a constante capacidade de inovar; e para inovar temos que ter criatividade, ou seja geração de idéias, um bom projeto, e principalmente um planejamento.Ela nos citou o exemplo que está sendo usado no CVT que é o aproveitamento da cenoura, pois a região é rica em cenoura e nos temos que aproveitar dessa riqueza.Eles fazem doce de cenoura, picam a cenoura em rodelas, em fatias para assim poder vender e facilitar a vida do consumidor.

Um dos principais foco dessa palestra foi que a equipe tem que ser heterogênea, ou seja não ficar centrada em apenas um setor, então o setor de embalagem pode ter uma idéia ótima para o setor de vendas e assim as idéias devem ser escutadas e planejadas.

O atraso de julgamento que é quando a pessoa só fala que não vai dar certo uma idéia, deve ser eliminado, pois quanto mais idéias geradas, mais qualidades, pois uma idéia pode gerar outra idéia boa que valorize.

Resumindo as críticas são rejeitadas, a criatividade é bem-vinda, quantidade é necessária e combinação e aprefeiçoamento são necessários.

"A verdadeira inovação é aquela que modifica nossa maneira de pensar, nossa percepção, nosso comportamento".

Bruce Nussbaum

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Administração Complexa

Administração Complexa é uma metodologia gerencial oriunda da Ciência da Complexidade, que entende a organização como sistema complexo capaz de aprender e adaptar-se, a partir de pressões ambientais. Tal compreensão permite que se tire proveito da capacidade de auto-organização natural desses sistemas.
Ela possui 4 princípios básicos:

  • Autonomia: é definida como sendo a faculdade do indivíduo orientar sua ação com base em sua própria capacidade de julgamento.
  • Cooperação: É a cooperação entre indivíduos de uma equipe, ou mesmo entre equipes, que permite o fluxo de conhecimentos capaz de contribuir para o desempenho da organização.
  • Agregação: Uma organização, ou um agregado, pode ser identificado por seus objetivos e competências, uma vez que em torno dos objetivos globais agrega-se um certo número de indivíduos que contribuem com seus conhecimentos e habilidades para a competência do todo.
  • Auto-organização: para garantir a flexibilidade e adaptatividade do sistema, a estrutura deve ser apenas minimamente definida, não especificando “nada além do mínimo necessário para que uma atividade em particular ocorra” (Morgan, 1993, p.363).

A nova ciência da Complexidade pode trazer um grande alívio para os administradores ao mostrar a mais interessante característica dos “sistemas complexos adaptativos”: a capacidade de auto-organização.

domingo, 26 de setembro de 2010

Autonomia x Autogestão

Autonomia
  • Escolha
  • Agrupamento (equipe)
  • Individualismo
  • Transcêndencia
  • Criatividade
  • Inovação
  • Potencial Latente
  • Complexidade
  • Intervençao
  • Simbolismo
  • Organização

Autogestão
  • Cooperação
  • Não há estrelas
  • Interdependencia
  • Foco no resultado
  • Coletividade
  • Organismo Vivo
  • Envolvimento
  • Resistência
  • Ausência de dominação
  • Conhecimento da área
  • Simples-complexo
  • Natural
  • Adaptação
  • Clareza

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A administração complexa e seus princípios


Segundo Agostinho (2003) podem sem definidos quatro princípios da administração complexa; são eles: autonomia, cooperação, agregação e auto-organização.
A autonomia é “a faculdade do indivíduo orientar sua ação com base em sua própria capacidade de julgamento”, ou seja, o colaborador deixa de ser um simples seguidor de ordens e passa a ser capaz de tomar suas próprias decisões. As vantagens da autonomia inclui adaptabilidade, aumento da diversidade, aprendizado, redução de erros e solução de conflitos.
A cooperação pode ser incentivada através do entendimento de que “o desempenho de cada um pode ser superior ao que seria possível caso não contasse com a cooperação dos demais”.
Em relação à agregação, pode-se dizer que a organização é dividida em subsistemas, que tem seus objetivos. A estrutura organizacional toma forma hierárquica – comum aos sistemas complexos adaptativos em geral –, com os agregados dispostos em níveis sucessivos. “Quanto mais complexo o sistema, mais níveis de organização serão encontrados.” O que não significa que, necessariamente, a organização seja conduzida de modo burocrático. Os limites à autonomia são vivenciados através de uma restrição externa ou dos limites de competência que impediriam o julgamento adequado.
Na auto-organização, os colaboradores convivem em um ambiente organizacional onde o sistema se auto-organiza, “abrindo e fortalecendo canais de comunicação multidirecionais”. A eficiência e eficácia do feedback devem ser garantidas.
Texto baseado na publicação de Marcia Cristina Esteves Agostinho (2003), disponível na íntegra em: http://www.fgvsp.br/institucional/biblioteca/pe/raeeletronica/SP000336398.pdf

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Emprego X Empregabilidade

Vale ressaltar que há diferença entre essas duas funções.
Para entendermos melhor, precisamos saber a diferença entre emprego e trabalho.
  • Trabalho:podemos definir como qualquer atividade física ou intelectual, realizada por ser humano, cujo objetivo é fazer, transformar ou obter algo.É a necessidade do homem de sobreviver e perpetuar a espécie.Existe desde que o homem começou a transformar a natureza.
  • Emprego:Relação entre dois ou mais indivíduos, em que um organiza e outro executa.É a relação de interdependência entre as capacidades de trabalho.Tem o contratante e o contratado.

"TODO EMPREGO É UM TRABALHO, MAS NEM TODO TRABALHO É UM EMPREGO."

Vale dizer então que há diferença entre trabalho e emprego.Enquanto o primeiro envolve a atividade executada em si, o segundo refere-se ao cargo ou ocupação de um indivíduo numa empresa ou órgão público.

  • Empregabilidade:O termo empregabilidade foi criado por José Augusto Minarelli, no fim dos anos 90.Remete á capacidade de um profissional estar empregado, mas muito mais do que isso, á capacidade do profissional de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao mercado de trabalho.

Metáfora da empregabilidade:cada espécie de afalópode possui diferentes quantidades de tentáculos que são usados para agarrar as oportunidades e sobreviver num ambiente instavél e em mudanças constantes.

domingo, 5 de setembro de 2010

Características da Economia Solidária



Considerando essas características, a economia solidária aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas.Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica.

Autonomia e sua importância


Encontrei um artigo chamado "A importância da autonomia",feito por HOLGONSI SOARES(Prof. Ass. Depto. De Sociologia e Política - UFSM).O trecho abaixo merece destaque:

"Por tudo isso a autonomia tornou-se condição de sobrevivência para os indivíduos na sociedade pós-tradicional. Somente um indivíduo autônomo terá sucesso nas esferas econômica, psicológica, sócio-cultural e/ou política, pois é um indivíduo que interroga, reflete e delibera com liberdade e responsabilidade, ou como diz Castoriadis, "é capaz de uma atividade refletida própria",e não de uma atividade que foi pensada por outro sem a sua participação. Espero que todos os envolvidos com o processo educativo (formal e informal) reconheçam a importância da mesma, e estejam trabalhando para favorecer a autonomia individual e consequentemente coletiva, pois é assim que nos tornaremos "conscientes e autores de nosso próprio envolver histórico" (Castoriadis)."

sábado, 4 de setembro de 2010

Autogestão na Economia solidária

O trecho abaixo faz parte de um trabalho intitulado "A Construção da Autogestão em Empreendimentos da Economia Solidária: uma abordagem baseada em Paulo Freire ",feito por:Airton Cardoso CANÇADO(Mestre em Administração pela UFBA e Professor da UFT)e Anne Caroline Moura Guimarães CANÇADO(Especialista em Gestão de Cooperativas pela UNIFACS e Professora da UFT).O trecho refere-se à autogestão.

"Focalizando, especificamente, o ambiente do trabalho e próximo à visão cooperativista, Palmyos Paixão Carneiro (1983, p.34) argumenta que a autogestão nada mais é que “[...] o único princípio cooperativo, baseado em dois pilares essenciais: a gestão democrática e o retorno ao trabalho realizado”. O autor também considera a autogestão como um processo dinâmico, na medida em que se dá na relação entre seres humanos, com toda sua complexidade inerente.Autogestão para Mandel (1977) se relaciona com a decisão relativa ao esforço-retornoproporcional ao trabalho, ou seja, o trabalhador decide o quanto quer se esforçar para produzir em função do retorno esperado, pelo menos enquanto os recursos são escassos.A ANTEAG (2007), por sua vez, considera a autogestão como “[...] um modelo de organização em que o relacionamento e as atividades econômicas combinam propriedade e/ou controle efetivo dos meios de produção com participação democrática da gestão”.Mandel (1977) e Proudhon (MOTTA, 1981), têm outra semelhança conceitual: ambos acreditam que a autogestão é um processo no qual a educação é fator essencial. Proudhon acredita que os trabalhadores devem auto-educar-se (o que ele chama de educação trabalhista) para se prepararem para construir a sociedade autogestionária. A educação é importante também para que as experiências de autogestão não se degenerem (MOTTA, 1981). Para Mandel (1977), a escola da sociedade no caminho da autogestão, será o controle operário, ou seja, a própria luta pelo controle das unidades produtivas, que seria uma luta, de certa forma,pedagógica. Assim, a educação deve ser sistemática, de forma a aumentar o que o autor chama de “nível de consciência” dos trabalhadores, possibilitando a participação consciente,tanto na sociedade quanto nos EES."

Leia o trabalho na íntegra,acessando ao link abaixo:
http://www.ufpi.br/reges/uploads/edicao3/Artigo4.pdf

O que é economia solidária?


Muitos consumidores ainda enxergam na economia solidária apenas um meio encontrado por produtores de baixa renda ou desempregados para sobreviver. Com essa visão, a tendência é acreditar que adquirir produtos provenientes de cooperativas, associações, empresas autogestionárias e feiras de troca não passa de um pouco de caridade.
O que pouca gente sabe é que a economia solidária vai muito além da geração de renda e traz propostas de mudanças nas relações interpessoais e com o meio ambiente. Cooperação, não competição, preservação dos recursos naturais, não exploração dos trabalhadores, igualdade de poder na tomada de decisões na empresa e responsabilidade com a comunidade local onde o empreendimento está inserido são princípios que norteiam essa prática. Além da autogestão, eixo fundamental das organizações solidárias, também existe uma preocupação com o futuro do planeta e a finitude dos recursos .
Portanto, se o consumidor usa seu poder de compra para priorizar bens e serviços gerados a partir da economia solidária, está contribuindo diretamente para que os modelos econômicos, políticos e sociais sejam repensados e reconstruídos.

Autonomia

Edgar Morin é referência em estudos sobre Complexidade humana e Autonomia,por isso vale ressaltar um trecho muito interessante de seu texto “Antropologia da liberdade”: “Somos autômatos, sonâmbulos, possuídos. Mas também podemos ser conscientes de nosso sonambulismo, automatismo e possessões. Somos máquinas na maioria das vezes triviais. Mas também somos sujeitos conscientes, capazes de auto-afirmação. É por isso que somos também máquinas não-triviais. De certo modo, podemos tomar posse daquilo que nos possui. O círculo da dupla possessão prolonga e transforma o círculo da autonomia/dependência. A auto-afirmação do sujeito se apropria daquilo que o possui sem deixar de estar possuído. Assim como podemos possuir o amor que nos possui, o sujeito consciente também pode possuir aquilo que o possui. A consciência é a emergência de muitas possessões possuídas, dependências produtoras de autonomia, metaponto de vista reflexivo de si sobre si, metaponto de vista de conhecimento do conhecimento. É também a condição da liberdade humana. A auto-afirmação do sujeito (subjetiva) é o ato pelo qual ele se apossa de suas possessões, o ato de apropriar-se de seu destino. Na consciência está o ato de auto-afirmação do sujeito e no ato de auto-afirmação do sujeito está o ato de auto-afirmação da consciência. Claro está que as concepções dominantes que ignoram o sujeito, a consciência, a criatividade, são incapazes de perceber a autonomia e a liberdade. O sujeito está no centro da autonomia humana: nele está a consciência, a reflexividade, a existencialidade”.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Economia Solidária



Economia Solidária porta em si uma espécie de ressurreição de valores que fazem parte da cultura do movimento operário: solidariedade, autogestão, autonomia, mutualismo, economia moral, e outros.
Apesar da diversidade de conceitos, pode-se caracterizar a Economia Solidária como “o conjunto de empreendimentos produtivos de iniciativa coletiva, com certo grau de democracia interna e que remuneram o trabalho de forma privilegiada em relação ao capital, seja no campo ou na cidade”.
Solidária não é sua não lucratividade, até porque a dimensão do lucro – ainda que renomeado como resultado, – está presente nas expressões mercantis da mesma. O lucro é, fundamentalmente, uma dimensão que permite auferir e avaliar a eficiência das atividades econômicas mercantis. Sua presença possibilita a capacidade dum empreendimento de reinvestir em si mesmo, se renovar e expandir define a sustentabilidade duma atividade econômica, sua vida dinâmica.
No Brasil, fruto deste movimento da economia solidária é o surgimento da Secretaria Nacional da Economia Solidária (SENAES), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
É fundamental perceber que os empreendimentos de economia solidária se encontram no mercado.
O conglomerado Mondragon se diferencia mundialmente por conjugar o cooperativismo de produção e distribuição (consumo), além da aplicação prática dos princípios cooperativistas.
É a maior cooperativa do mundo, com sede em Bilbao no País Basco, na Espanha, hoje conta com aproximadamente 42.000 postos de trabalho, constituindo um grupo empresarial integrado por mais de 120 empresas. Em 1998, teve um faturamento de US$ 5,5 milhões nas atividades industriais e US$ 6 milhões em recursos intermediados para sua atividade financeira.
A divisão interna da Mondragon Corporação Cooperativa, MCC, é estruturada nos setores financeiro, industrial e de distribuição. No setor financeiro, a corporação possui um Banco próprio chamado "Caixa Laboral". Este oferece serviços financeiros para todas as cooperativas do MCC e a terceiros. Desenvolvem também com outra entidade um serviço de leasing, de seguros e de previdência social, que orientam a atividade financeira, otimizando a rentabilidade e os fundos patrimoniais. Na distribuição, o MCC possui hipermercados, agências de viagens, estacionamentos e postos de gasolina. Já no setor industrial, a corporação é formada por quase 90 empresas, divididas em grandes setores. Trabalham desde máquinas pesadas até eletrodomésticos. A Fargo é líder no mercado espanhol de geladeiras e freezers.
O grupo começou no ano de 1956, quando cinco alunos da Escola Politécnica de Mondragon, fundada pelo Padre José Maria Arizmendiarrieta, abriram a primeira unidade produtiva da entidade, uma fábrica de aquecedores. Em 1959, entusiasmados com o sucesso do grupo, abriram uma cooperativa de casas populares. Na década de 60, eclodiram inúmeras cooperativas e todas foram se associando à hegemonia Mondragon.
A corporação teve como bases a educação e a solidariedade.

Autogestão


Autogestão é uma forma de organização e orientação do trabalho coletivo de base ideológica socialista libertária. Ela se realiza na comunidade, escola, empresa, etc. Podemos dizer que a autogestão é a radicalização da democracia, no sentido de envolver a participação integral dos membros do grupo, acesso total às informações, conhecimento dos processos e, sobretudo, autonomia e autodeterminação.A definição de algumas características fundamentais da autogestão ajuda a entender melhor essa forma de produção em grupo:


  • livre associação;

  • lideranças emergentes, hierarquia situacional, descronificada;

  • consenso.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Livro - Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal

O livro “Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal”, foi escrito por Milton Santos em 2000. Na obra, o autor apresenta as bases da globalização, suas conseqüências territoriais e sociais, e quer que todos busquem uma globalização diferente. Ele acredita que uma outra globalização seja possível através das lutas sociais e da força de vontade para modificar o mundo.
Em um dos trechos de sua obra, Santos apresenta o papel dos pobres na produção do presente e do futuro. É feita uma distinção entre miséria e pobreza; onde esta é caracterizada como uma situação de carência, e os indivíduos buscam remédios para suas dificuldades; e aquela, é a privação total, em que os indivíduos se confessam derrotados. Então, a luta diária abrirá novos caminhos através da contestação e da recusa à globalização atual.

O vídeo abaixo, se trata da visão de Milton Santos sobre a sociedade globalizada.



SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. São Paulo: Record, 2000.

Autonomia




Filosoficamente, o conceito de autonomia confunde-se com o de liberdade, consistindo na qualidade de um indivíduo de tomar suas próprias decisões, com base em sua razão individual.

São duas condições essenciais à autonomia:
  • Liberdade(independência do controle de influências)


  • Ação(capacidade de ação intencional)

Somente um indivíduo autônomo terá sucesso nas esferas econômica, psicológica, sócio-cultural e/ou política, pois é um indivíduo que interroga, reflete e delibera com liberdade e responsabilidade, ou como diz Castoriadis, "é capaz de uma atividade refletida própria",e não de uma atividade que foi pensada por outro sem a sua participação.Uma pessoa com autonomia diminuída, de outra parte, é, pelo menos em algum aspecto, controlada por outros ou é incapaz de deliberar ou agir com base em seus desejos e planos. Por exemplo, pessoas institucionalizadas, tais como prisioneiros ou indivíduos mentalmente comprometidos tem autonomia reduzida.

Jean Piaget caracterizava "Autonomia como a capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais com o pressuposto do respeito recíproco".

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O banqueiro dos pobres

O economista Muhammad Yunus nasceu em Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo. Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2006 por ter implantado um efetivo sistema de microcréditos em seu país. Em 1974, Yunus resolveu compreender a realidade dos pobres de Bangladesh e a economia na vida real. Assim, ele descobriu que os trabalhadores recebiam após uma longa jornada de trabalho, em média, dois centavos de dólar. Os intermediários pagavam muito pouco a eles e ficavam com a maior parte do dinheiro. A partir daí, Yunus, começou a emprestar dinheiro – sem juros e limite de tempo – para que os trabalhadores ficassem “livres” dos intermediários. Aos poucos, surgiu o Grameen, um banco criado para os pobres. Yunus percebeu que apesar das dificuldades financeiras dos tomadores de empréstimos, estes são sempre pagos, mesmo que leve algum tempo. O Grameen não se baseia apenas em princípios econômicos, mas em princípios humanistas, valorizando os mais pobres.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Economia Solidária e Clubes de Troca

A economia solidária é uma alternativa ao modelo vigente, o capitalismo. Baseia-se na cooperação, autogestão e solidariedade. Uma das formas de se ilustrar a economia solidária na prática é através dos clubes de troca.O vídeo abaixo mostra um clube de trocas, que visa à inclusão social das pessoas que estão desempregadas ou à margem da sociedade. Produtos, serviços e conhecimento são trocados de forma direta, ou por meio do uso da moeda social criada pela comunidade; esta moeda funciona como um instrumento facilitador das trocas.

Autonomia no ambiente de Trabalho


Ter autonomia implica em iniciativa e responsabilidade; exige visão de interdependência entre os diversos profissionais com quem trabalha, respeito ao próximo, reconhecimento dos próprios limites, lealdade na competição, atitude de arcar com as conseqüências de suas ações, positivas ou não, e autocrítica permanente.
No ambiente empresarial, a autonomia é algo que deve ser desenvolvido, trabalhado.
Ter uma postura de autonomia com os outros e com o próprio trabalho é um indício de maturidade; condição essencial para lidar bem com a realidade, facilitando a conquista de bons resultados e a melhoria na qualidade dos vínculos.


Esta postagem foi baseada no texto de Isabella Gonçalves. Acesse-o na íntegra em:

Autonomia

"Se quisermos ser livres, ninguém deve poder dizer-nos o que devemos pensar" (Castoriadis).